Floresta de Várzea

Adjacente às margens dos rios desenvolve-se uma vegetação florestal, a qual é inundada sazonalmente pelas águas dos rios.

Nas áreas onde o relevo é mais baixo, a floresta permanece alagada por mais tempo, formando verdadeiras lagoas nas margens dos rios Cristalino e Teles Pires. O nível da água das lagoas diminui com o passar da estação chuvosa, até secarem completamente nos meses de seca. Os locais de relevo mais alto ficam inundados por menos tempo e apresentam árvores altas, com até 25 metros de altura e 60 cm de circunferência, distribuídas espaçadamente. Epífitas e cipós são menos frequentes.

Dentre as principais famílias de árvores de grande a médio porte destaca-se a Leguminosae: jutaí- pororoca (Dialium guianense), ingás (Inga pruriens e Zygia latifolia), angelim-do-brejo (Macrolobium acaciifolium), pau-sangue (Pterocarpus santalinoides), muirajibóia (Swartzia recurva), tachi (Tachigali cf. myrmecohila).

Entre as principais famílias de árvores de menor porte e arbustos estão: Apocynaceae: Malouetia tamaquarina e Chrysobalanaceae: canela-de-cutia (Hirtella racemosa) dentre outras. Além de indivíduos jovens das árvores de dossel.

Entre as epífitas, destaca-se a família Araceae: Heteropsis tenuispadix e, entre os cipós, as famílias Connaraceae: Connarus punctatus, Passifloraceae: maracujazinho (Passiflora misera) e Polygalaceae: (Moutaba guianensis). 

Nas áreas onde o relevo é relativamente mais baixo e a floresta permanece alagada por mais tempo, encontram-se também árvores mais altas (18m) e de diâmetro maior, como parajú (Calophyllum brasiliense - Clusiaceae), dentre outras espécies. 

A diversidade de plantas herbáceas é baixa. No solo não encharcado ocorrem as pteridófitas , como a Selaginella conduplicata e as gramíneas. As epífitas encontradas pertencem às famílias das Araceae: Anthurium cf. bonplandii, antúrio selvagem dentre outras.

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