Floresta de Terra Firme

Presente nas partes altas da Amazônia, possui árvores imponentes e uma composição florística diversificada com algumas árvores passando dos 45 metros de altura, como a Castanheira, o jequitibá e o Mogno.

Também denominada Floresta Tropical Ombrófila Submontana, seu dossel é sempre verde, com folhagem bonita e rica, contudo, algumas árvores perdem as folhas por algumas semanas em diferentes épocas do ano. No nível do solo, esta floresta é geralmente mais ampla, com árvores distantes umas das outras. Epífitas vasculares pseudolianas como os filodendros e as bromélias são comuns. O solo é geralmente argiloso com coloração variando do alaranjado escuro para o cinza, e coberto por uma espessa camada de folhagem que é depositada e decomposta formando o húmus. Com raízes pouco profundas, muitas árvores apoiam-se umas nas outras através de cipós que ajudam na sustentação. Esse é o tipo de vegetação mais comum dentro das reservas do Cristalino.

A família de árvores de dossel de maior importância é Burseraceae, com predomínio da espécie amescla-mocegueira (Tetragastris altissima), além das amesclas (Protium crenatum, Protium sagotianum, Protium spruceanum e Protium tenuifolium).As outras famílias que se destacam são: Moraceae, com elevada riqueza de espécies de leiteiros e amapás (Brosimum guianense, Brosimum lactescens, Brosimum rubescens) dentre outras; a família das Meliaceae com destaque para as espécies cedro-canjerana (Cabralea cajerana) e cedro-marinheiro (Guarea kunthiana, Guarea purusana, Guarea sylvatica). 

Na família das leguminosas destacam-se: contas-de-nossa-senhora (Abarema jupunba), mulungu (Erythrina dominguezii), ingás (Inga capitata, Inga edulis, Inga marginata) e o tachi (Tachigali cf. myrmecophila),

Frequentemente as árvores emergentes pertencem à família das Lecythidaceae: castanheira (Bertholletia excelsa), cachimbeiro (Couratari macrosperma) e jequitibá (Cariniana estrellensis).

As palmeiras da família Arecaceae são relativamente pouco diversas e ocorrem principalmente: açaí (Euterpe longebracteata), paxiúba (Iriartea deltoidea), sete-pernas (Socratea exorrhiza) e inajá (Attalea maripa).

A densidade do subosque é variável. São comuns indivíduos jovens das árvores de dossel, além de arvoretas e arbustos de diversas famílias, destacando-se os jaborandis da família Piperaceae.

A densidade das plantas herbáceas é variável, sendo mais comuns as famílias Acanthaceae: ruélia-azul (Ruellia puri), Costaceae: caninha- do-brejo (Costus scaber), Heliconiaceae: helicôneas (Heliconia densiflora, Heliconia marginata, Heliconia psittacorum) e a família Marantaceae: caeté (Calathea altissima). Entre as epífitas, as mais comuns são as das famílias Araceae: imbé (Monstera obliqua), Philodendron distantilobium, Philodendron linnaei, Bromeliaceae: as bromélias, ananás ou abacaxizinho (Guzmania lingulata) e Orchidaceae: orquídeas (Scaphyglottis stellata). 

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